| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Elaeniinae |
| Cabanis & Heine, 1860 | |
| Espécie: | S. subcristata |
Também conhecido como alegrinho-do-leste. O alegrinho (Serpophaga subcristata) é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. É um pequeno papa-mosca arborícola do Brasil oriental, quase sempre de píleo arrepiado, fácil de ser reconhecido, porém devido ao seu tamanho reduzido, suas cores apagadas e seus hábitos, é uma ave de difícil detecção.
Seu nome científico significa: do (grego) serphos = mosquito; e phagos = comedor; e do (latim) sub = pequena, insuficiente; e cristatus, crista = crista, penacho; subcristata = com pequena crista. ⇒ Comedor de mosquitos com pequena crista.
Maior do que o risadinha, mede cerca de 11 centímetros de comprimento e pesa entre 6 e 7 gramas.
Quando eriça o topete pode-se notar a faixa clara ladeada de duas faixas cinza-escuras. Costuma mantê-lo semiereto. Listra superciliar clara notável, com um fio escuro atrás do olho. Barriga amarelada, com o peito cinza. Duas faixas claras nas asas e penas longas de voo com a borda clara.
Espécie encontrada na folhagem entre 5 e 15 metros de altura, dependendo do tipo de vegetação. Apresenta um topete com penas brancas escondidas pelas demais; durante disputas prolongadas, a mancha branca do alto da cabeça divide-se em duas partes laterais e eleva-se na porção posterior, tornando-a bem evidente. Ainda nas disputas de território, agacha-se, agita as asas e a cauda; quando em face a indivíduos da mesma espécie, emite um zumbido provocado pelo movimento das asas.
Vocalização: “zit-zit zerítitit”, servindo à diagnose, timbre de Cranioleuca pallida; seqüência de finos “tzi-tzi-tzi…”.
Possui duas subespécies reconhecidas:
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se de insetos; utiliza-se de um poleiro a pouca altura, de onde parte para capturá-los no ar, no solo ou na vegetação.
O ninho em forma de tigela é construído com musgos, líquens, barba-de-velho, entre outros materiais e fica cerca de 1 metro do solo.
Vive na parte alta da copa da mata, deslocando-se quase na ponta dos galhos, mas ainda encoberto pelas folhas. Entretanto, é confiado e pode ser encontrado na borda das matas em menores alturas. Responde a uma gravação do seu canto, a primeira forma de detectá-lo.
São vários chamados, mas o canto mais característico é composto por uma ou duas notas agudas, espaçadas, seguidas por uma seqüência de notas aceleradas. Repetindo de forma contínua, dá origem ao nome comum.
Ocorre do Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Minas Gerais ao Rio Grande do Sul e Argentina.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: